Artigo | 17/04/2013

A Polêmica entre Thomas Édison e Westinghouse, e a Invenção da Cadeira Elétrica

De um lado, a Companhia Édison do grande inventor norte-americano Thomas Alva Édison (1847-1931), partidária da corrente contínua (CC), e do outro lado, a Companhia Westinghouse do engenheiro norte americano George Westinghouse (1846-1914), defensora da corrente alternada (CA).

Defensor da corrente contínua, Edison acusava a corrente alternada de ser perigosa demais, pois usava alta voltagem. Seu principal adversário era George Westinghouse, cuja empresa vinha ganhando concorrências para fornecer energia e produtos mais baratos que Edison.

Edison afirmava que “tão certo como a morte é que Westinghouse irá matar um consumidor no período de seis meses após colocar em funcionamento um sistema de corrente alternada”.

Edison jogava pesado. Em 1888, depois de realizar durante meses dezenas de testes com animais para conferir os efeitos das correntes contínua e alternada em seres vivos, Edison fez uma demonstração pública da diferença entre as correntes. Primeiro, aplicou sucessivos choques de 300, 400, 500 e 700 volts de corrente contínua em um vira-lata. O animal sofreu, mas sobreviveu. Logo depois, ao primeiro choque de 500 volts de corrente alternada, o pobre animal se contorceu e se estatelou no chão, morto.

Para Westinghouse, esses experimentos não eram científicos e apenas mostravam o desespero de Edison, por estar perdendo o mercado de eletricidade para ele, que vendia produtos melhores e mais baratos.

Isso era, em parte, verdade.

A corrente alternada tinha uma vantagem ímpar sobre a contínua: podia ser transformada o que possibilitava sua transmissão a vários quilômetros de distância, enquanto a contínua podia atender blocos limitados de carga, situados a curta distância da fonte geradora.

Transmiti-la a longa distância geraria um custo enorme. Com seu sistema, Westinghouse conseguia levar energia a um custo razoável para casas e escritórios fora do alcance de Edison, mas também era mais perigosa para o homem do que a corrente continua.

Em 1889 – apenas um ano antes da primeira execução na cadeira elétrica – um acidente matou John Feeks quando ele trabalhava em um poste que suportava uma rede de corrente alternada.

Foi um trauma coletivo, dezenas de pessoas assistiram ao espetáculo sangrento ao vivo e centenas leram e viram ilustrações sobre ele no dia seguinte nos jornais.

O acidente trouxe pânico à população e grupos de pessoas saíam pelas ruas derrubando postes de energia a machadadas. Mas em 1892 a batalha das correntes chegou ao fim com a criação da “General Electric”, a fusão da empresa de Edison com a “Thomson-Houston”. Esse fato marcou a derrota total da empresa de Edison, pois ela perdeu sua identidade como empresa comprometida com a corrente contínua.

Em 1917, mais de 95% da eletricidade gerada e transmitida nos Estados Unidos já era em corrente alternada. As execuções na cadeira elétrica persistem até hoje nos Estados Unidos, embora sejam raras. O método mais difundido é a injeção letal.

Até abril de 2003, 4432 homens e mulheres haviam sido executados na cadeira elétrica. Em janeiro de 2013 Robert Gleason, de 42 anos foi executado na cadeira elétrica no estado americano da Virginia.

Saiba mais sobre esse assunto acessando: http://historia.abril.com.br/ciencia/cadeira-eletrica-maquina-mortifera-433800.shtml