Artigo | 22/04/2014

Análise de Risco - Quais Ações Devem Ser Priorizadas

Metodologias de análises de risco constituem-se em um conjunto de métodos e técnicas que, aplicados a operações que envolvam processo ou processamento, identificam os cenários hipotéticos de ocorrências indesejadas (acidentes), as possibilidades de danos, efeitos e consequências.

Exemplos de algumas metodologias: Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR); ″What-if (E SE)″; Análise de Riscos e Operabilidade (HAZOP); Análise de Modos e Efeitos de Falhas (FMEA/FMECA); Análise por Árvore de Falhas (AAF); f) Análise por Árvore de Eventos (AAE); Análise Quantitativa de Riscos (AQR).

A análise de risco é uma ferramenta para análise crítica da tarefa e da atividade, objetivando a identificação de riscos potenciais e aplicação de medidas de controle para a preservação da segurança e saúde dos trabalhadores, de terceiros e também do meio ambiente.

A metodologia da organização para a identificação de perigos e para a avaliação de riscos deve:

a) Ser definida em relação ao seu escopo, natureza e momento oportuno para agir, para assegurar que ela seja proativa em vez de reativa;

b) Fornecer subsídios para a identificação, priorização e documentação dos riscos, bem como para a aplicação dos controles, conforme apropriado.


Nestas duas situações não há mais nada a fazer... somente ações reativas podem ser tomadas.

Ao determinar os controles ou as mudanças nos controles existentes, deve-se considerar a redução dos riscos de acordo com a seguinte hierarquia:

a) eliminação: questionar as velhas maneiras consagradas de fazer as coisas, se elas envolverem riscos. As condições em que um trabalho é executado podem ter sido consideradas adequadas quando de sua concepção, mas podem ser hoje inaceitáveis.

b) substituição: por exemplo, podemos evitar o contato da pele com o óleo de corte se adotarmos o processo de produção “à seco” com a aplicação de técnicas de forja, fundição em moldes etc., ao invés da usinagem tradicional, ou ainda, a substituição dos materiais utilizados como a troca do gás freon (diclorodifluorometano - nocivo à camada de ozônio) pelo gás propano como propelente das latas de aerossol.

c) controles de engenharia (desenvolvimento de métodos alternativos e do uso da tecnologia)

d) sinalização/alertas e/ou controles administrativos

e) uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs).