Artigo | 23/07/2015

A exposição a campos eletromagnéticos pode provocar câncer?

Embora a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH), semestralmente publicada pelo MTE e MPS com base em estudos da Agência Internacional para a Investigação do Câncer (IARC), e da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluam os campos eletromagnéticos de radiofrequência e os campos magnéticos de frequência extremamente baixa (onde se inclui o 60 Hz), como agentes possivelmente carcinogênicos para humanos, o tema ainda é bastante polêmico e merece maiores estudos.

É quase impossível para os moradores das grandes cidades evitarem a exposição a campos elétricos e magnéticos, estamos literalmente imersos em campos eletromagnéticos oriundos de aparelhos elétricos, redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, subestações, antenas de emissoras de rádio, de televisão, e estações de telefonia móvel.

Ao contrário das radiações ionizantes, que podem interagir com o DNA das células provocando mutações e morte celular, os possíveis efeitos das radiações não ionizantes como aquelas irradiadas por antenas de comunicação e equipamentos elétricos, ainda causam muita controvérsia.

Os estudos realizados mundialmente não demonstraram, até hoje, a ocorrência de câncer ou outro efeito adverso à saúde como resultado da exposição a limites abaixo daqueles estabelecidos no padrão internacional e regulamentados no Brasil, pela Anatel, por meio da Resolução Normativa 398 de 23/03/2010. Esses estudos sobre a exposição contínua de longa duração a campos eletromagnéticos de radiofrequências indicam que, abaixo dos níveis estabelecidos, não há efeito prejudicial à saúde.

Decio Wertzner - Fazer Segurança T&C - julho/2015