Artigo | 12/04/2016

A análise de riscos e o aprimoramento dos processos operacionais – parte 1

A análise de risco, é um método sistemático de exame e avaliação de todas as etapas e elementos de um determinado trabalho, objetivando: identificar os riscos potenciais de acidentes; identificar e corrigir problemas operacionais e implementar a maneira racional e segura para a execução de cada etapa do trabalho.

Sua existência é exigida por diversas normas e procedimentos de trabalho, por exemplo a Norma Regulamentadora nº 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade estabelece em seu item 10.2.1 que: “em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho”.

A análise de risco é, portanto, uma ferramenta de análise crítica da tarefa e da atividade (1), objetivando a identificação de riscos potenciais e aplicação de medidas de controle, visando a preservação da segurança e saúde dos trabalhadores, de terceiros e também do meio ambiente.

Dentre as técnicas de análise de risco mais difundidas, podemos destacar o APR ou análise preliminar de riscos. A APR teve sua origem nos programas de segurança militar criados no Departamento de Defesa dos EUA, sendo uma técnica estruturada, cujo objetivo principal é identificar os perigos presentes em uma atividade ou instalação.

Para realização da APR, deve ser constituída uma equipe supra funcional – ESF (2) que irá detalhar o fluxograma abrangendo todas as tarefas que o compõe a atividade, para em seguida determinar causas, efeitos e consequências das situações de perigo detectadas e propor as medidas de mitigação requeridas.

É na fase de construção do fluxograma que ocorre a oportunidade de rever todas as tarefas em execução, registrar as inter-relações entre elas, ou seja, o fluxo de informações ou serviços existentes na atividade, revelando problemas e possibilitando que sejam conduzidas ações sobre as etapas que necessitem de aperfeiçoamento no seu desempenho devido à baixa performance (complexidade, desperdícios, atrasos, ineficiências), ou devido ao seu alto impacto estratégico sobre o negócio.

1 - Entende-se por tarefa, as distintas e especificas fases ou etapas de uma determinada atividade, podendo ser desempenhada por um departamento, uma equipe ou por uma pessoa individualmente

2 - ESF – equipe supra funcional: composta de funcionários com diferentes experiências e formação, sendo preferencialmente formada por especialistas e não especialistas na atividade a ser analisada.

Veja no nosso próximo artigo como deverão ser conduzidas as avaliações de performance das atividades cujo fluxograma foi desenhado pela APR.

Decio Wertzner – Fazer Segurança T&C – Abril - 2016