Artigo |20/07/2016

Introdução à Segurança com Eletricidade

Iremos abordar neste e nos próximos artigos alguns itens do treinamento no curso NR10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, iniciando pelos aspectos básicos da eletricidade e seus potenciais riscos.

A única maneira possível para nos assegurar de que nunca iremos sofrer um acidente com eletricidade, é nos abster completamente do uso da energia elétrica. É verdade, que a vida sem a luz elétrica seria muito difícil e diferente, pois não iria existir televisão, rádio, geladeira, iluminação artificial, trens, elevadores e a maioria dos itens que fazem parte da nossa vida cotidiana.

Se o homem não tivesse descoberto como utilizar a energia elétrica de forma relativamente segura, ficaria até difícil de imaginar como seria a nossa sociedade, hoje, extremamente dependente das facilidades proporcionadas pela eletricidade.

A eletricidade está presente na natureza (raios, eletricidade estática), e também no nosso corpo, pois os neurônios do nosso cérebro, funcionam através dos impulsos elétricos. O funcionamento do coração e dos outros músculos no nosso organismo, também é regulado por meio de impulsos elétricos.

A eletricidade está presente no cerne da matéria, pois os átomos são constituídos por elétrons (carga negativa), prótons (carga positiva) e por nêutrons (sem carga elétrica).Os prótons e nêutrons constituem o núcleo de átomo.

As partículas de carga negativa ou elétrons estão continuamente em movimento ao redor do núcleo (nuvem de elétrons).

Em metais e em alguns outros materiais, alguns elétrons de cada átomo se libertam da atração do núcleo e passam a movimentar-se livremente no interior do material. Qualquer material que permita que a carga elétrica se desloque através dele é denominado condutor de eletricidade.

Em oposição aos condutores, há materiais que não possuem elétrons livres, ou possuem um reduzido número de elétrons, e que são chamados de isolantes elétricos ou dielétricos. Exemplo: plástico, madeira, vidro, papel, etc.

Podemos definir corrente elétrica, como o movimento ordenado de elétrons. A sua unidade de medida é o Ampére (A).

A oposição que a corrente encontra para a sua circulação é chamada de resistência elétrica, e sua unidade é o Ohm.

Existem diversos fatores que influem na resistência de um condutor, como por exemplo seu comprimento, a área de sua seção transversal, a temperatura e a resistividade do material.

Estes fatores sempre precisam ser considerados nas instalações elétricas.

A resistência de um condutor é diretamente proporcional ao seu comprimento, portanto quanto maior um cabo, maior sua resistência e maiores serão suas perdas devido ao efeito térmico.

Também sabemos que a resistência de um condutor é inversamente proporcional à área de sua seção transversal, portanto quanto maior a seção transversal, menor a resistência do condutor e menor as perdas por efeito Joule nesse condutor.

Tensão Elétrica ou Diferença de Potencial (DDP):

Fazendo uma analogia com a hidráulica, sabemos que para ter um movimento de água, é necessário um desnível de água (pressão).O mesmo acontece com os elétrons.

Para que eles se movimentem, é necessário haver uma pressão elétrica. À pressão exercida sobre os elétrons, chamamos de tensão elétrica ou DDP (diferença de potencial).

É justamente a DDP que faz uma resistência emitir calor ou as lâmpadas acenderem.

Portanto, para que alguém tome um choque, é necessário que a corrente elétrica circule pelo seu corpo, e essa circulação somente ocorrerá se o corpo estiver submetido a uma diferença de potencial.

No próximo artigo iremos começar a abordar os riscos existentes nas instalações elétricas e nos serviços com eletricidade, acompanhe!

Decio Wertzner – Fazer Segurança – julho/2016.