Artigo |16/01/2017

Artigo: Trabalho a Céu Aberto

O trabalho a céu aberto ou ao ar livre, é característico de inúmeras atividades tais como: trabalho na agricultura, pecuária, mineração, transmissão e distribuição de energia elétrica, agua, gás, telefone, correios, obras civis, pavimentação, varrição e coleta de lixo, etc., expondo os trabalhadores aos rigores do frio, calor e aos efeitos das intempéries (vento, chuva, descargas atmosféricas, radiação solar, e exposição aos raios ultravioleta).

Não obstante a NR-21 “Trabalho a Céu Aberto” estabelecer a obrigatoriedade da existência de abrigos, capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries, a realização das atividades citadas, implica na exposição dos trabalhadores aos rigores do calor, do frio, da umidade, ao vento e a insolação excessiva. Essas condições de trabalho, requerem medidas especiais que protejam os trabalhadores contra esses agentes.

A neutralização de condições adversas através de EPIs, nem sempre é possível, pois se esses podem oferecer proteção efetiva contra o frio e contra os efeitos das radiações solar e ultravioleta, o seu uso, pode prejudicar as trocas térmicas entre o organismo e o ambiente, agravando os efeitos da exposição ao calor.

Evidentemente só poderemos prescindir do uso dos EPIs caso as medidas de proteção coletiva garantam a total ausência de risco na atividade. Como sabemos que isso é praticamente impossível, outras medidas de proteção deverão ser adotadas para minorar os efeitos da exposição ao calor, tais como: a introdução de períodos de recuperação térmica em local arejado, hidratação constante dos trabalhadores, reposição de sais minerais etc.

Decio Wertzner – Fazer Segurança – Janeiro/2017.