Artigo |05/06/2017

Como reduzir ou eliminar riscos

As medidas de eliminação e controle de risco aplicáveis aos processos e ambientes de trabalho serão sempre mais eficientes se abrangerem o coletivo de trabalhadores da empresa ou estabelecimento.

Questionar as velhas maneiras consagradas de fazer as coisas se elas envolverem riscos. As condições em que um trabalho é executado podem ter sido consideradas adequadas quando de sua concepção, mas podem ser hoje inaceitáveis.

Ao determinar os controles ou considerar as mudanças nos controles existentes, deve-se considerar a redução dos riscos de acordo com a seguinte hierarquia:

1. Eliminação: Eliminar o processo ou a causa da condição perigosa.

Em alguns veículos, como o Hyundai Veloster, a ausência da porta traseira esquerda elimina a possibilidade de atropelamento no desembarque do passageiro.

2. Substituição: Substituir por um processo alternativo

Por exemplo podemos evitar o contato da pele com o óleo de corte se adotarmos o processo de produção “à seco” com a aplicação de técnicas de forja, fundição em moldes etc., ao invés da usinagem tradicional.

Substituição dos materiais utilizados: Por exemplo a troca do gás freon (diclorodifluorometano - nocivo à camada de ozônio) pelo gás propano como propelente das latas de aerossol. Infelizmente por ser inflamável, o propano traz outro tipo de risco na sua utilização, no entanto de controle mais factível que o do gás freon.

3. Sinalização, alertas e controles administrativos

A sinalização consiste num procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de perigo existentes. Os procedimentos e os símbolos usados na sinalização deverão ser documentados e de conhecimento de todos.Os materiais de sinalização compõem-se basicamente de cones, grades, placas, bandeirolas, fitas, etc.

4. Instalação de dispositivos e controles de engenharia: por exemplo, os sistemas de exaustão e ventilação, o redesenho de máquinas e equipamentos, enclausuramento de máquinas etc.

5. Redesenho da tarefa ou do trabalho, mudanças na organização do trabalho e práticas alternativas de trabalho: Como exemplo citamos: o enriquecimento do conteúdo das tarefas, nos trabalhos monótonos e repetitivos, e a mecanização de tarefas de modo a tornar o trabalho físico mais leve e confortável.

6. Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

 Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

 Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;

 Para atender a situações de emergência

As medidas de proteção individual, aplicáveis a trabalhadores, apesar de necessárias, geralmente são menos efetivas; pois, potencialmente reduzem o dano que pode resultar da exposição a um fator de risco, mas não removem a causa ou fonte do problema.

Decio Wertzner – Fazer Segurança – junho/2017.